A família representa a unidade de equilíbrio de cada indivíduo, podendo ser comparada ao seu eixo central. No entanto, ao perceber a doença, há uma desestruturação e desequilíbrio no contexto familiar, costuma-se dizer que ao adoecer uma pessoa da família, esta também adoece. Acompanhando os preceitos da Reforma Psiquiátrica, observamos um aumento de alternativas de atendimento a pessoas com transtornos mentais: Centros de Atenção Psicossocial, Residências Terapêuticas e mais recentemente, propostas de atendimento de pacientes com transtornos mentais pelo Programa de Saúde da Família. Com o objetivo de reintegração ao meio sociofamiliar; a abordagem da reabilitação psicossocial favorece inovações relacionadas ao conhecimento teórico e a aproximação com o território vivencial de cada usuário, ampliando as oportunidades de inserção social dos mesmos, e recuperando-os enquanto cidadãos. Este trabalho teve como objetivo conhecer o significado da convivência entre pacientes e familiares no contexto do domicílio, utilizando como sujeitos os usuários do Centro de Reabilitação e Hospital-Dia do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, em que foram realizadas entrevistas semi-estruturadas, acompanhadas da caracterização do domicílio de cada indivíduo. A técnica utilizada para organização dos discursos foi baseada na análise de conteúdo temática de Bardin (1977). Nos discursos dos sujeitos, podemos perceber, ao mesmo tempo em que observamos, que o domicílio é um local de trocas afetivas, contendo particularidades que identificam cada indivíduo com a sua história e sua subjetividade. Percebemos que nele podem acontecer relações estereotipadas, favorecendo a cronificação da doença por meio de atitudes perpetuadas pelos próprios familiares. É a cristalização da loucura, do pensamento manicomial que acompanha cada cena familiar. O presente estudo sugere que a assistência domiciliária em saúde mental representa um importante instrumento na abordagem do indivíduo com transtorno mental e sua família. Esta permite aos profissionais entender a dinâmica familiar no seu próprio meio, verificando possibilidades e/ou dificuldades de envolvimento dos familiares no tratamento e acompanhamento do usuário, visando à sua reintegração na família e na sociedade.
DOENÇAS MENTAIS
sábado, 23 de junho de 2012
Carcere-Transtorno Mental
A família representa a unidade de equilíbrio de cada indivíduo, podendo ser comparada ao seu eixo central. No entanto, ao perceber a doença, há uma desestruturação e desequilíbrio no contexto familiar, costuma-se dizer que ao adoecer uma pessoa da família, esta também adoece. Acompanhando os preceitos da Reforma Psiquiátrica, observamos um aumento de alternativas de atendimento a pessoas com transtornos mentais: Centros de Atenção Psicossocial, Residências Terapêuticas e mais recentemente, propostas de atendimento de pacientes com transtornos mentais pelo Programa de Saúde da Família. Com o objetivo de reintegração ao meio sociofamiliar; a abordagem da reabilitação psicossocial favorece inovações relacionadas ao conhecimento teórico e a aproximação com o território vivencial de cada usuário, ampliando as oportunidades de inserção social dos mesmos, e recuperando-os enquanto cidadãos. Este trabalho teve como objetivo conhecer o significado da convivência entre pacientes e familiares no contexto do domicílio, utilizando como sujeitos os usuários do Centro de Reabilitação e Hospital-Dia do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, em que foram realizadas entrevistas semi-estruturadas, acompanhadas da caracterização do domicílio de cada indivíduo. A técnica utilizada para organização dos discursos foi baseada na análise de conteúdo temática de Bardin (1977). Nos discursos dos sujeitos, podemos perceber, ao mesmo tempo em que observamos, que o domicílio é um local de trocas afetivas, contendo particularidades que identificam cada indivíduo com a sua história e sua subjetividade. Percebemos que nele podem acontecer relações estereotipadas, favorecendo a cronificação da doença por meio de atitudes perpetuadas pelos próprios familiares. É a cristalização da loucura, do pensamento manicomial que acompanha cada cena familiar. O presente estudo sugere que a assistência domiciliária em saúde mental representa um importante instrumento na abordagem do indivíduo com transtorno mental e sua família. Esta permite aos profissionais entender a dinâmica familiar no seu próprio meio, verificando possibilidades e/ou dificuldades de envolvimento dos familiares no tratamento e acompanhamento do usuário, visando à sua reintegração na família e na sociedade.
Ultima dedicação
Trabalhar com esse tema Saúde Mental no Cárcere nos trouxe muitos conhecimentos dentro dessa área.Uma vez que este assunto nos era desconhecido para o nosso grupo.Transtorno mental e suas amplicidade de definições nos faz ter a noção de como o assunto é complexo..Nós como futuros psicólogos nos inclinamos com total dedicação a entender o assunto mais a fundo.
Só temos a agradecer a oportunidade dada pelo professor ao nos propor esse trabalho,e claro àos participantes do grupo,e as participações especiais tambem.
Att:Gelsonita.
Detentos com dependência química e transtornos mentais estão condenados a ficar confinados em presídios e cadeias brasileiras, sem tratamento, por falta de vagas em hospitais de custódia e falhas na política de atendimento à saúde mental no sistema penitenciário. Estimativas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que hoje cerca de 4,5 mil detentos de uma população carcerária de aproximadamente 474 mil estão internados em pelo menos 23 hospitais de custódia e tratamento psiquiátrico em todo o país. No entanto, o número que necessita de atendimento especializado pode ser bem maior. Por falta de investimento em estatísticas, hoje no Brasil não há informações precisas sobre o número de presos que sofrem de transtornos mentais e a quantia de vagas existentes em hospitais de custódia e tratamento psiquiátrico, ao contrário de países desenvolvidos como os Estados Unidos e Canadá.
A preocupação com as condições dos presos com transtornos mentais levou o CNJ a promover um mutirão em hospitais de custódia e atendimento psiquiátrico de todo o país. O trabalho, iniciado na semana passada, pretende averiguar a situação dos internos, o motivo pelos quais eles estão nas instituições e há quanto tempo. A iniciativa contribuirá para a criação de um banco de dados no setor. A entidade também é responsável pelo mutirão carcerário, que está percorrendo os estados para revisar penas de presos em cadeias públicas e já avaliou mais de 19 mil processos no Paraná.
Conforme a legislação brasileira, devem ser encaminhados a hospitais de custódia e tratamento psiquiátrico (antigos manicômios judiciais) somente criminosos portadores de doenças mentais ou dependentes químicos. Mas para isso, é preciso provar, a partir de exames médicos, que eles agiram sem ter consciência do que faziam.
Insanidade
Baseado na Organização Mundial de Saúde – OMS - ONU, entendem-se como Transtornos Mentais e Comportamentais as condições caracterizadas por alterações mórbidas do modo de pensar e/ou do humor (emoções), e/ou por alterações mórbidas do comportamento associadas a angústia expressiva e/ou deterioração do funcionamento psíquico global. Os Transtornos Mentais e Comportamentais não constituem apenas variações dentro da escala do "normal", sendo antes, fenômenos claramente anormais ou patológicos.
Doenças Mentais , Presidio
| : | Doença mental e psicologia |
Os termos transtorno, distúrbio e doença combinam-se aos termos mental, psíquico e psiquiátrico para descrever qualquer anormalidade, sofrimento ou comprometimento de ordem psicológica e/ou mental. Os transtornos mentais são um campo de investigação interdisciplinar que envolves áreas como a psicologia, a filosofia, a psiquiatria e a neurologia. As classificações diagnósticas mais utilizadas como referências no serviço de saúde e na pesquisa hoje em dia são o Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais - DSM IV, e a Classificação Internacional de Doenças - CID-10. Em psiquiatria e em psicologia prefere-se falar em transtornos ou perturbações ou disfunções ou distúrbios (ing. disturbs, alem. Störungen) psíquicos e não em doença; isso porque apenas poucos quadros clínicos mentais apresentam todas as características de uma doença no sentido tradicional do termo - isto é, o conhecimento exato dos mecanismos envolvidos e suas causas explícitas. O conceito de transtorno, ao contrário, implica um comportamento diferente, desviante, "anormal"[ |
Sanidade Mental
Popularmente há uma tendência em se
julgar a sanidade da pessoa, de acordo com seu comportamento, de acordo com sua
adequação às conveniências sócio-culturais como, por exemplo, a obediência aos
familiares, o sucesso no sistema de produção, a postura sexual,
etc.
Medicamente, entretanto, Doença Mental pode ser entendida como uma variação mórbida do normal, variação esta capaz de produzir prejuízo na performance global da pessoa (social, ocupacional, familiar e pessoal) e/ou das pessoas com quem convive.Organização Mundial de Saúde diz que o estado de completo bem estar físico, mental e social define o que é saúde, portanto, tal conceito implica num critério de valores (valorativo), já que, lida com a idéia de bem-estar e mal-estar.
Medicamente, entretanto, Doença Mental pode ser entendida como uma variação mórbida do normal, variação esta capaz de produzir prejuízo na performance global da pessoa (social, ocupacional, familiar e pessoal) e/ou das pessoas com quem convive.Organização Mundial de Saúde diz que o estado de completo bem estar físico, mental e social define o que é saúde, portanto, tal conceito implica num critério de valores (valorativo), já que, lida com a idéia de bem-estar e mal-estar.
A pesquisa de campo do meu grupo foi muito interessante pois aprendemos várias coisas sobre os presos que sofrem de doenças mentais, quais são as medidas tomadas, como é o tratamento, se eles passam por acompanhamento psquicológico, em fim foi muito legal tivemos algumas dificuldades mas foi muito proveitoso.
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